Crise – Origens, descaminhos e destinos

Vivemos uma crise política difícil de se compreender. A cada minuto aparece uma nova informação que provoca uma verdadeira reviravolta em tudo que conhecíamos até então. Diante disso, acabamos nos desgastando mentalmente e nos tornamos negativos, fatalistas, e até brigamos entre nós. Ficamos totalmente perdidos em tanta maré de azar e notícias ruins. Por isso, tal como no futebol – que também está em crise –, é importante colocarmos a bola no chão pra olhar o jogo e analisar todas as suas peças. E como não existe time de um homem só, é importante que sejamos um time unido e joguemos coletivamente. Assim, passando a bola de pé em pé, podemos construir uma nova jogada que fure esta marcação pesada. Por isso, faço esta “análise tática” sobre as estruturas onde a política nacional e internacional se passam para conscientizar as pessoas de que juntas podem transformar toda e qualquer realidade. Este texto é fundamentalmente uma provocação a pensarmos fora da caixa e nos reinventarmos enquanto seres transformadores.

O nosso modo de organização possui em sua natureza características bem claras: o individualismo, a necessidade de consumir produtos, a exploração, a concorrência entre nós (o povo), a disputa pelo poder e o desejo por mais, sempre mais. Mergulhados no capitalismo e sem conseguirmos olhar de fora deste sistema, as vezes parece que suas características, assim como a corrupção, são naturais do ser humano, não é mesmo? Mas será que todos os modos de organização social e política têm essa característica? Somos assim em todas as culturas?

É preciso dizer que não, não tem essa característica e não somos assim. Na verdade, muitas outras sociedades se organizam ou se organizavam de maneira comunitária, coletiva ou mesmo sem um líder que decide por todos os seus moradores. Em muitos casos, o poder centralizado na mão de uma só pessoa é encarado como uma aberração, um verdadeiro perigo para a existência da sociedade. Além disso, tudo o que pertence à comunidade pertence também a todos os moradores, tudo o que é decidido tem participação de cada um dos seus cidadãos. Muito antes de algum velho barbudo lá da Europa vir falar sobre socialismo, muitas sociedades já se organizavam comunitariamente e viviam de forma mais saudável, em harmonia com seus participantes e com a natureza, sem o desejo de acumulação de produtos ou de dinheiro, cada um cumprindo com seu papel na comunidade a fim do bem comum.

Hoje, somos concorrentes entre nós. A esmagadora maioria de nós vive num mundo que nos coloca dependentes de subempregos, de péssimas condições de trabalho e com uma remuneração que mal paga nossas contas. Fora o sofrimento pelo qual passamos só para chegar ao trabalho, no quase sempre péssimo serviço de transporte público. Nós sabemos que lá fora existem tantas outras pessoas desempregadas que elas aceitariam nos substituir na mesma hora ou mesmo se submeter a situações ainda piores, pois todos precisam do dinheiro para sobreviver. E isso não tem nada a ver com humanidade, é exatamente o contrário. Esta é uma lógica desumana.

Já na escola, acabamos sendo instruídos a obedecer em vez de questionar. Na verdade, a ciência precisa do caráter questionador para poder progredir, pois é através das perguntas que chegamos até as respostas que precisamos. Porém, infelizmente, cortamos desde cedo esta característica muito presente nas crianças, que são sempre muito curiosas e perguntam sobre tudo. Como somos preparados para este mercado de trabalho, cada vez mais cedo nossa educação se restringe à preparação para as provas, notas, concursos e vestibulares, além de uma informação mínima para garantir o desempenho de funções no futuro trabalho. Desta maneira, restringimos o seu desenvolvimento e o nosso também, em todos os sentidos. Nossa educação não promove o desenvolvimento do indivíduo enquanto cidadão e humano, mas sim uma pessoa instruída apenas para desempenhar uma função aleatória no mercado. E como disse Paulo Freire, quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser opressor.

Como se não fosse o bastante, tentam nos fazer acreditar que possuir coisas nos traz felicidade. Tentam nos fazer crer que ter o carro do ano, o celular mais moderno, roupas de marca, cordões de ouro e tantos outros produtos nos fazem melhores que os outros que não conseguem ter, e que isso nos faria feliz. Acabamos por acreditar que estar acima dos outros por ter maior poder de compra nos faz feliz. Isto não é horrível? Ainda que fiquemos contentes em adquirir algo que tanto queremos ou precisamos, esta é uma felicidade frágil, pueril, que o vento leva facilmente. É nos momentos em família, entre amigos e na interação com o meio onde vivemos – uma viagem, uma festa, um encontro, uma experiência etc – que vivenciamos os melhores e mais marcantes momentos de nossas vidas. O consumismo ainda possui impactos pessoais, sociais e ambientais devastadores.

Enquanto acreditamos que esta concorrência nos faz superiores, que basta nos esforçarmos para chegarmos no topo do mundo, que o desenvolvimento desenfreado de produtos tem nos feito evoluir, enfim, enquanto acreditamos em tantos mitos, apenas 1% da população fica com metade da riqueza de todo o planeta. Isso significa que 1% da humanidade tem a mesma riqueza que 99% da população mundial junta! E, curiosamente, é este 1% que define nosso destino, pois investem em campanhas políticas, metem o bedelho em governos, manipulam o mercado global, além de deter todo o poder no esquema de capital especulativo que a gente quase nunca consegue entender – e talvez isto seja proposital, pra que a gente não entenda mesmo. Que desenvolvimento é esse? É justo pra quem? Por que até nas crises, quando retiram nossos direitos, estas pessoas enriquecem ainda mais?

No Brasil é ainda pior. Mesmo que a pobreza tenha diminuído, cerca de 0,2% dos brasileiros (os mais ricos) fica com quase a metade das riquezas do país. Enquanto isso, metade da população brasileira (os mais pobres) tem apenas 2% de toda a riqueza nacional. Além do mais, tal como acontece em outros países, os grandes empresários, que ficam com a maior parte da riqueza, influenciam diretamente na política. Isto afeta totalmente a população, pois interfere na geração de empregos, na oferta de crédito, no valor do salário, no preço dos produtos de primeira necessidade – até do pãozinho! –, no investimento em saúde, em educação, enfim, ditam as prioridades que serão tomadas no país. E, geralmente, favorecendo os mais ricos, claro.

E aí fica impossível não lembrarmos da Operação Lava Jato. A Lava Jatoassim como a Operação Sanguessuga, o caso Sudam, os Anões do Orçamento, os casos do TRT de São Paulo, do Banco Marka, dos Vampiros da Saúde, do Banestado e tantos outros – se caracteriza pela relação ilegal entre empresários e governantes para defender seus próprios interesses. Existe um seriado americano chamado House of Cards, da Netflix, onde podemos acompanhar um pouquinho do que acontece no lado desconhecido da política e aprender um tanto sobre os crimes que ocorrem por trás das câmerase com influência delas.

Por falar em câmeras, precisamos falar da imprensa. Quase todos os jornais impressos e os pouquíssimos canais de televisão brasileiros têm ideias muito parecidas e costumam definir o conteúdo do jeito que bem entendem. São empresas gigantescas que dificultam a circulação de novas ideias, não abordam as necessidades dos nossos bairros, ignoram as nossas vivências e, ainda assim, quase sempre lucram muito. Quando proibiram as propagandas de produtos infantis na televisão, por exemplo, a maioria dos canais de TV aberta deixaram de passar programas e desenhos infantis, não é mesmo? Afinal, o interesse é no telespectador ou no dinheiro? Fora os programas policiais, sempre com desastres e muita violência, utilizando o sensacionalismo como bem entendem, desrespeitando leis e nos fazendo acreditar que o fim do mundo é todo dia. Acontece muita coisa boa por todos os lugares também, mas todos escolhem por não mostrar. O medo também é uma arma política.

Sendo assim, podemos notar na imprensa – televisão, jornais impressos, revistas, sites e outros – maneiras bem curiosas de agir. Comumente, eles utilizam as informações para alterar nossa percepção sobre as coisas, a famosa manipulação da opinião pública. Se o ministro da propaganda de Hitler na Alemanha Nazista, Joseph Goebbels, disse que uma mentira repetida mil vezes se torna verdade, a grande imprensa brasileira mantém vivo e pratica seu ensinamento.

Manipulação da mídia.Eles podem mostrar um fato muitas vezes seguidas, com uma única opinião, para que ele seja modificadocomo fizeram repetidas vezes na cobertura das manifestações de 2013, repetindo sempre que os manifestantes eram baderneiros e ignorando a violência da polícia militar. Em outras situações, podem mostrar o fato muitas vezes para reafirmar uma opinião a favor de alguma coisa – como fizeram na Copa do Mundo, exaltando suas obras e ignorando os protestos e a indignação da população perante tanto investimento para o megaevento e pouquíssimo nos serviços públicos de primeira necessidade. E, por fim, também podem ignorar e não mostrar alguns fatos para que as coisas não mudem – como fazem com as periferias, que quase nunca são abordadas pela imprensa e, quando aparecem, é para reafirmar sua imagem de pobre, violenta e marginalizada.

Nesta crise política de 2016, acontece a mesmíssima coisa, reafirmando a necessidade de termos uma mídia democratizada, isto é, que exista maior quantidade e variedade de canais, sites e jornais, maior diversidade de ideias e abordagens nas mídias. Isto novamente passa pela nossa capacidade de organização coletiva para que sejamos os principais envolvidos nestas ferramentas. Para que tenhamos uma imprensa que pense na gente, ela precisa ser feita pela gente, pelo povo. No tempo da Internet e do celular, em plena Era da Informação, os grandes monopólios empresariais de jornais, revistais e canais de televisão são cada vez mais questionáveis e menos necessários, já que qualquer pessoa é um comunicador em potencial e cada comunidade tem a possibilidade de se organizar para falar sobre sua realidade. É onde moramos e trabalhamos, no mundo real, que vivenciamos nossas tragédias diárias, mas apenas assistimos às farsas pela televisão.

Por isso, não é incomum vermos a imprensa falando mal de projetos de democratização da mídia pelo mundo afora, afinal, isto ataca diretamente seu poder de manipulação e sua força no mercado. Países como a Venezuela e a Argentina foram duramente criticados por grandes empresas da comunicação que consideraram suas leis de regulação e democratização das mídias como uma violenta censura. Mas estas mesmas empresas esconderam que países como os Estudos Unidos, a Suécia e a Inglaterra – considerada a mais dura neste sentido – também possuem suas leis de controle e organização da imprensa. Apesar de previsto em nossa Constituição Federal, o Brasil ainda não definiu adequadamente suas leis regulatórias sobre a imprensa.

Desta maneira, veículos da imprensa continuam emitindo suas posições políticas mascaradas como neutras, influenciando a opinião pública em todos os níveis possíveis, inclusive sobre a política nacional e internacional. Porém, todas são parciais em sua essência, pois não existe neutralidade política. Ainda que não seja de caso pensado ou proposital, quando selecionamos quais pontos abordar sobre alguma coisa, definimos nossas prioridades de análise, damos importância a algumas questões e deixamos outras de lado, revelando assim um posicionamento político. A grande imprensa brasileira também age assim, mas de forma premeditada, pois sempre faz questão de se dizer neutra e sabe que isto não é possível. Assim, defende seus interesses e as vontades daqueles que a apoiam, os ricos, pois também fazem parte do grande empresariado, daquele 1%. Isto mantém as estruturas de poder inalteradas, sem precisar dividir as fatias do bolo com mais gente.

Estes mesmos que querem a queda do Governo Dilma se utilizaram por anos da máquina pública, mas pelo visto cansaram de ter que dividir o poder com mais gente do que é necessário. Já os Governos Dilma e Lula também se utilizaram do jogo da imprensa e das mesmas práticas enquanto governaram, financiando pesadamente através de suas propagandas as grandes empresas midiáticas que agora fazem campanha contra eles. De qualquer forma, nenhum dos dois lados desta briga discutem o fim das relações entre governo, imprensa e demais empresários, pelo contrário, continuam utilizando os mesmos esquemas de manipulação inclusive na crise. Logo, o resultado da briga entre os militantes pró-governo e os manifestantes antigoverno apenas decidirá quem tomará conta deste mesmo sistema corrompido. É uma falsa polaridade, pois, independente do vencedor desta disputa, o caminho traçado é o mesmo, é a continuidade. Nós, o povo, continuaremos vivenciando as tragédias e assistindo as farsas, sem qualquer poder de decisão. Isto precisa mudar. As estruturas do sistema precisam mudar.

Mahatma Gandhi.

Mahatma Gandhi.

Sempre que procuramos por mudanças, esperamos a aparição de uma pessoa que vai nos representar e nos salvar dos problemas do mundo. O individualismo da nossa sociedade faz com que nós nos esqueçamos do nosso potencial enquanto povo. De tão inseguros, acabamos criando heróis e vilões o tempo todo, figuras que vão nos salvar ou matar enquanto assistimos a tudo de longe. As pessoas não são santas nem demônios, são seres humanos com qualidades e defeitos, que cometem acertos e erros. E, na verdade, quando se trata de comunidades, ninguém tem o poder de fazer absolutamente nada sozinho. De modo geral, é a comunidade que dá o apoio ou cobra ao representante para fazer o que é necessário. Logo, é o povo organizado que, coletivamente, manda na comunidade – ou no país. Mas, infelizmente, nem sempre as pessoas têm consciência disso.

Uma das distorções que este personalismo impõe e que não podemos esquecer jamais são as ditaduras, principalmente as militaristas. Como bem sabemos, elas não são uma exclusividade de um único sistema político, pois foram praticadas por nações de diversas posições político-ideológicas. Tal forma de organização política, independente da inclinação ideológica da nação, se caracteriza sempre pela terrível violência física e psicológica praticada pelo Estado e defendida por suas forças militares contra o povo. Hitler, Mussolini, Stálin, Franco, Papa Doc, Pol Pot, Pinochet, Jong-Il, Videla, Médici e tantos outros praticaram monstruosidades muitas vezes com apoio e admiração da população ou de setores dela. Pelo visto, quanto menos o povo tem poder de decidir de fato, mais violenta é sua nação. E, fundamentalmente, uma nação que não se interessa por compreender e fazer política pode consentir com atrocidades históricas irreparáveis.

Por isso, a empatia tem papel fundamental para nossa evolução enquanto cidadãos e povo, enquanto seres humanos. Todos nós precisamos ter a plena capacidade de se colocar no lugar do outro sem fazer julgamentos precipitados, como irmãos que se ajudam e se respeitam, e isto independe da posição político-ideológica de cada um. Perpassa por conceitos como humildade, respeito, tolerância, bom senso, criticidade, criatividade, curiosidade e uma rigorosa razão ética, itens fundamentais para uma relação de diálogo, para o desenvolvimento do ponto de vista e o conhecimento científico. Logo, a empatia é incompatível com o sofrimento, a exclusão e a opressão, seja qual for – e isto inclui o consumismo, a acumulação material, o individualismo, a exploração, a alienação, a mais-valia, a desumanização, o lucro acima da vida e tantas outras características típicas do sistema capitalista. Além da empatia ser anticapitalista por natureza, ela também combate as outras opressões presentes nas estruturas da nossa sociedade, como o machismo, o racismo, a homolesbobitransfobia, o especismo e tantas outras mais existirem. A empatia não se limita a tolerar a diferença, mas toma pra si as dores do outro, abraça suas causas e inicia a desconstrução dos próprios preconceitos e a transformação da realidade, lado a lado. Ela amplia as mentes e os corações para novas experiências e conhecimentos, supera a individualidade e coloca as pessoas na sociedade como fazedores da história.

Neste sentido, temos muito o que aprender com as sociedades não-capitalistas que citei anteriormente. Mas antes de pensar em viver em tribos novamente, podemos utilizar isto como inspiração e estudar métodos mais adequados à nossa realidade. Como saída para a crise do início do século passado na Europa, por exemplo, a filósofa e economista marxista Rosa Luxemburgo defendia a autonomia popular, o socialismo democrático e a democracia econômica, isto é, um novo modelo econômico e político em que o poder é compartilhado coletivamente e jamais submetido a interesses particulares, hierárquicos ou burocráticos, uma democracia que garanta a autonomia do povo. Conforme ela mesmo explica, “a essência da sociedade socialista consiste no seguinte: a grande massa trabalhadora deixa de ser uma massa governada, para viver ela mesma a vida política e econômica na sua totalidade, e para orientá-la por uma autodeterminação consciente e livre” (LUXEMBURG, Rosa. A Revolução Russa. Petrópolis, Ed. Vozes, 1991:103).

rosaluxemburgo02Apesar de ser muito criticada por economistas, Rosa Luxemburgo foi a primeira teórica marxista a fugir da lógica europeia e a encarar o capitalismo como um sistema mundial. Ela incluiu em sua análise as periferias do planeta, os países ditos não-desenvolvidos, e acertou sobre o processo de colonização, expansão e ocupação do capitalismo que ocorreu em todo o planeta. Além disso, em meio a atual crise mundial de representatividade, conseguimos enxergar cada vez mais a incapacidade do poder político e econômico em atender as necessidades da população de todos os cantos. Também percebemos uma reorientação para métodos de organização mais democráticos, horizontalizados e autogestionados, isto é, sem a necessidade de uma autoridade ou liderança, com a comunidade decidindo seus rumos. Deste modo, podemos dizer que a autonomia popular defendida pela teoria luxemburguista está mais presente do que nunca.

Termino este texto relembrando o papel unicamente provocador destas palavras para pensarmos fora das velhas práticas, dos vícios, dos muros, da zona de conforto e da mesmice que nos aprisiona no cotidiano, para resgatar nosso papel transformador. Sendo assim, não darei aqui as resoluções para a crise, pois as respostas devem ser construídas coletivamente.  Temos a urgente necessidade de reinventarmos caminhos inconciliáveis com a violência que vivemos diariamente e incluir aquelas pessoas que mais sofrem com ela, mas não têm voz. Incluí-las de verdade, fugindo do messianismo, do personalismo, da lógica que nos coloca como detentores da verdade universal e sabedores dos caminhos corretos para sair da crise, pois ninguém é nada disso. Precisamos ouvir as diversas classes que compõem a nossa sociedade para construirmos juntos, sob ciências e vivências mútuas, lado a lado, fraternalmente, empaticamente e coletivamente, uma solução concreta e real. Se um espectro ronda o mundo novamente, que superemos os desafios e façamos juntos acontecer.

Rennan Cantuária é estudante de Ciências Sociais no IFCS-UFRJ, coordenador do Nilópolis Debate e do Cineclube Toca da Coruja, colaborador do Sarau RUA e militante do Núcleo Emílio Araújo (PSOL).

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